Células estaminais rejuvenescem células cardíacas envelhecidas


Tecido cardíaco danificado e envelhecido de pacientes idosos com insuficiência cardíaca foi rejuvenescido através de células estaminais pluripotentes modificadas por cientistas, segundo a pesquisa apresentada nas Sessões Científicas 2012 da Associação de Ciências Cardiovasculares Básicas. O estudo foi publicado, simultaneamente, no Jornal do Colégio Americano de Cardiologia.

Segundo os investigadores, a pesquisa pode um dia levar a novos tratamentos para pacientes com insuficiência cardíaca.

"Como os pacientes com insuficiência cardíaca normalmente são idosos, suas células-tronco cardíacas não são muito saudáveis", disse Mohsin Sadia, Ph.D., um dos autores do estudo e investigador em pós-doutoramento no Instituto do Coração da Universidade do Estado de San Diego, em San Diego. "Nós modificamos essas células-tronco obtidas através de biopsia e as tornando mais saudáveis. É como voltar atrás no tempo para que essas células possam crescer novamente.”
Células estaminais humanas modificadas ajudaram na sinalização e estrutura das células cardíacas, que foram obtidas através de biópsias de pacientes idosos. Os investigadores modificaram as células estaminais em laboratório com PIM-1, uma proteína que promove a sobrevivência e crescimento das células.

As células foram rejuvenescidas quando as células-tronco modificadas tiveram um aumento da atividade de uma enzima chamada telomerase, que aumenta o comprimento dos telômeros. Os telômeros são zonas nas extremidades dos cromossomos que facilitam a replicação celular. Envelhecimento e doenças acontecem quando os telômeros são destruídos.

"Não há dúvida de que as células-tronco podem ser usadas para combater o processo de envelhecimento das células cardíacas causado pela degradação dos telômeros", disse Mohsin. A técnica aumenta o comprimento e a atividade dos telômeros, bem a proliferação de células estaminais cardíacas, passos essenciais na luta contra a insuficiência cardíaca.

Enquanto as células humanas foram utilizadas, a pesquisa foi limitada para o laboratório. Os pesquisadores testaram a técnica em ratos e porcos e descobriu que o aumento dos telômeros leva ao crescimento de novo tecido cardíaco em apenas quatro semanas.

"Modificando a idade de células cardíacas de pacientes idosos aumenta a capacidade da célula para regenerar o músculo cardíaco danificado, fazendo da a engenharia de células-tronco uma opção viável", disse Mohsin. "Esta descoberta é especialmente emocionante para pacientes com insuficiência cardíaca. Agora nós podemos oferecer medicamentos, transplante cardíaco ou terapias com células-tronco com potencial regenerativo modesto, mas a modificação das células com PIM-1 oferece um avanço significativo para o tratamento clínico. "

Fonte: StoneHearthNewsLetters
Tradução/Adaptação: Inês Barreiros
Revisão: Fernando Góis
Share:

Facebook

Sobre

Blog Archive