Proteínas da seda servem para conservar vacinas


Uma nova tecnologia permite o uso de proteínas da seda para fabricar uma espécie de invólucro molecular que permite armazenar vacinas e antibióticos sem refrigeração durante anos, segundo um trabalho publicado na última segunda-feira (9) nos Estados Unidos.
A estrutura de seda pode se adaptar a uma série de formas, como microsseringas e microvesículas, que permitem a esses medicamentos não-refrigerados serem armazenados e administrados em um único recipiente.
As vacinas e os antibióticos podem, desta forma, ser preservados em temperaturas de até 60°, garantem os autores do trabalho, publicado na versão eletrônica dos Anais da Academia das Ciências americana.
A proteína da seda tem uma estrutura química única, que a torna mais robusta e resistente à umidade, e estável em temperaturas extremas. Além disso, é
biologicamente compatível, assinalam os pesquisadores.
Estas propriedades são de grande utilidade para estabilizar "os antibióticos, as vacinas e outros medicamentos", explica o principal autor do estudo, David Kaplan, engenheiro biomédico da universidade de Tufts, em Massachusetts.
"O fato de que também podemos transformar a seda em microsseringas representa uma enorme vantagem, que pode proporcionar uma grande quantidade de opções úteis para estabilizar e distribuir estes medicamentos", acrescenta o pesquisador, que estuda a seda há 20 anos.
A maioria das vacinas, enzimas e anticorpos, bem como muitos antibióticos e outros medicamentos, deve ser refrigerada desde a produção até a entrega, para que mantenha a sua eficácia, o que representa até 80% do custo da vacinação, segundo estimativas.
As proteínas da seda preservam a eficácia das vacinas contra rubéola, caxumba e sarampo, bem como de antibióticos.
Fonte: UOL
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