Cientistas constroem nanorrobô com moleculas de DNA


A nanotecnologia (algumas vezes chamada de Nanotech) é o estudo de manipulação da matéria numa escala atômica e molecular, compreendendo entre 1 a 100 nanômetros (escala atômica) e incluí o desenvolvimento de materiais ou componentes associados a diversas áreas (medicina, eletrônica, ciência da computação, física, química, biologia e engenharia de materiais) (Wikipédia, 2012).

O novo sistema funciona como um “nanocargueiro” que é capaz de transportar carga até células individuais e influenciar o comportamento delas.

O nanocargueiro pode levar doses diferentes de moléculas a células específicas, tal capacidade poderá ser utilizada para melhorar os sistemas atuais de transporte de medicamentos.

Para montar o protótipo os cientistas empregaram a técnica conhecida como Origami de DNA – que
consiste em dobrar fitas do ácido desoxirribonucleico em formas complexas – para construir o nanorrobô de formas hexagonais. Os pesquisadores carregaram o veículo com nanopartículas de ouro e fragmentos de anticorpos com marcação fluorescente, sendo estes transportados até células de um tecido em cultura.

Segundo os autores do estudo, os nanocargueiros poderão ser projetados para responder a certas proteínas encontradas na superfície das células – ou por meio de combinações específicas, de modo a entregar a um domínio (alvo) moléculas que possam atuar de diferentes formas no comportamento dessas células.

A tecnologia é inspirada nos mecanismos do sistema imunológico humano e poderá ser utilizada, por exemplo, em sistemas que tenham como objetivo atingir e destruir células cancerosas apontam os cientistas.

Segundo os Cientistas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos: “Esse trabalho representa uma grande conquista no campo da nanotecnologia, ao demonstrar a capacidade de empregar avanços recentes no campo do origami de DNA para desafios importantes como destruir células cancerosas com alta especificidade”, disse Donald Ingber, diretor do Wyss Institute da Escola de Medicina de Harvard.


Fontes: Science , PubMed e Wikipédia
Tradução/Adaptação: Bruna Quintino
Revisão: Relber A Gonçales
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