Produção de bioetanol a partir de resíduos de alfarroba


O Brasil e os Estados Unidos são os maiores produtores mundiais de bioetanol, onde juntos representam cerca de 62% de toda a produção mundial, sendo a cana-de-açúcar e o milho, respectivamente, as matérias-primas utilizadas na fermentação. No entanto, na Europa também já se começa a estudar o desenvolvimento de fontes energéticas renováveis e menos poluentes, para que possamos ter a nível global uma alternativa economicamente viável aos combustíveis fósseis.

Na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade do Algarve, em Portugal, tem-se desenvolvido estudos na produção de bioetanol, usando como fonte de carbono – e aqui entra a novidade – resíduos industriais de alfarroba. Estamos, portanto, perante um
biocombustível de segunda geração. A levedura usada na fermentação é a já domesticada Saccharomyces cerevisiae.

Quanto à fonte de carbono utilizada, a alfarrobeira, Ceratonia síliqua L., é uma árvore típica da flora mediterrânica, que cresce em locais secos e solos calcários. O seu fruto, a alfarroba, possui na sua polpa uma percentagem de açúcares totais de 48-56% (sacarose, glucose e frutose). Ensaios de fermentação com 250 g/L de açúcares totais de alfarroba mostraram que é possível obter concentrações de aproximadamente 100 g/L de etanol.

Em ensaios paralelos também se anda a estudar a produção de lípidos para biodiesel, através da levedura Rhodosporidium toruloides, usando a mesma fonte de carbono.

Será a alfarroba, no futuro, uma potencialidade a juntar à cana-de-açúcar e ao milho?

Texto: Pedro Lino
Fontes: NexBio e Scribd
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