Menina é curada de leucemia com HIV atenuado


Emma Whitehead, uma garota americana de apenas 7 anos conseguiu se curar de sua leucemia com um tratamento que utiliza o HIV atenuado como parte do tratamento.

Os médicos utilizam uma forma atenuada do vírus para reprogramar geneticamente as células T, responsáveis pela imunidade do organismo, para destruir células cancerígenas. Após o procedimento, as células modificadas foram inseridas no corpo da menina e passaram a se multiplicar de forma muito rápida.

A menina sofria com a doença desde o ano de 2010 e os pais já estavam desacreditados, pois Emma havia tido duas recaídas e o tratamento tradicional pouco poderia ajudar no caso. Foi então que os pais tiveram
a iniciativa de apostar na experiência do Hospital da Filadélfia. O método não tinha se mostrado 100% eficaz em alguns casos, mas em outros, pacientes tiverem remissão total do câncer.

As células B, que geram os elementos malignos da leucemia, foram vencidas e os primeiros sintomas sentidos por Emma foram febre e calafrios constantes. Isso aconteceu por conta da Síndrome de Liberação das Citocinas, quando o sistema imunológico, então ativado, expele substâncias químicas e provocam tais sintomas que podem causar morte. A criança ficou inchada, inconsciente e alcançando altas temperaturas corporais.

Este é um dos problemas apontados para este tratamento. As células reprogramadas não atacam apenas as células B malignas, mas todas as células B. Com isso, o sistema imunológico fica enfraquecido, obrigando o paciente a se tratar para evitar infecções.

Emma foi salva graças a um remédio para reumatóide e acordou uma semana depois, após o seu aniversário de sete anos.

 "Nossa meta é alcançar a cura, mas não podemos utilizar esta palavra", conta o pesquisador Carl June, que lidera o grupo de pesquisas da Universidade da Pensilvania, que desenvolveu o tratamento. Eles sonham com o dia em que este recurso possa substituir o transplante de medula óssea e também outros tratamentos mais caros e arriscados para combater a leucemia.

Fontes: New York Times e O Povo
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