Hospital francês testa em fevereiro vacina desenvolvida para tratamento da aids


No próximo mês, quase 50 pacientes voluntários do hospital de Marselha, no Sul da França, vão receber uma vacina que foi desenvolvida no país para o tratamento da aids. A vacina que ainda está em estudo é pesquisada há mais de 15 anos.
De acordo com as equipes responsáveis, os testes feitas em macacos nesse período mostraram resultados positivos: o HIV deixou de ser detectado pelos exames depois de dois meses de tratamento.Os resultados motivaram a Agência Francesa de Segurança de Remédios a autorizar o início dos testes em humanos.
Os voluntários vão receber, durante quatro meses, doses com porcentagens variáveis da vacina desenvolvida pela equipe do
professor Erwann Lorett. Se o resultado for positivo nesses casos, mais 80 pacientes também serão vacinados.
Mesmo diante da notícia, especialistas recomendam prudência. Os pesquisadores lembram que a nova esperança para os portadores do HIV não é diretamente combater o vírus, mas reforçar o sistema imunológico, substituindo os pesados tratamentos com o coquetel de remédios contra a aids, que tem muitos efeitos colaterais.
Representantes da Agência Francesa de Pesquisa contra a aids e da associações de luta contra a doença adotaram um tom de cautela diante da notícia, ao lembrar que atualmente existem cerca de 25 vacinas contra a Aids sendo testadas no mundo. Segundo essas instituições, se a eficiência das vacinas for comprovada, os soropositivos vão poder, na melhor das hipóteses, controlar o vírus, mas não eliminá-lo do organismo.
"De 25 a 26 testes com vacinas anti-HIV são realizados no mundo atualmente", estimou o professor Jean-François Delfraissy, diretor da Agência Nacional de Pesquisas sobre a Aids (ANRS) da França, à AFP.
No fim de 2011, cerca de 34 milhões de pessoas viviam com a Aids. Cerca de 0,8% da população entre 15 e 49 anos estavam infectadas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que o virus causou mais de 30 milhões de mortes desde que foi descoberto e que, a cada ano, 1,8 milhão de pessoas ao redor do mundo morra pela doença.
Fontes: AgênciaBrasil e AFP

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