Nanotecnologia brasileira trabalha em parceria com Canadá, China e EUA


O intercâmbio de conhecimento em nanotecnologia do Brasil com países líderes na área avançou no ano passado. Iniciativas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) estabeleceram e fortaleceram parcerias internacionais e, para 2013, trazem perspectivas de novas atividades.
“A cooperação em nanotecnologia tem como linha mestra a colaboração entre o Brasil e países com o quais possamos desenvolvê-la em termos nivelados”, afirma o coordenador-geral de Micro e Nanotecnologias do MCTI, Flávio Plentz. “Queremos chegar a projetos bilaterais em que cada lado contribua com os conhecimentos que tem, para gerar um conhecimento novo a partir disso.”

Canadá, China e Estados Unidos estão entre os dez melhores do ranking de nações em nanotecnologia da Lux Research, entidade internacional dedicada ao estudo de ciências emergentes. “Evidentemente, também buscamos países onde a nanotecnologia se desenvolve com alta qualidade, principalmente no sentido de levar produtos ao mercado, fazer inovação efetivamente”, diz Plentz.

Novas possibilidades de colaboração com o Canadá tomaram forma em workshop realizado em dezembro, no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), em São Paulo. Representantes de academia, governo e indústria dos dois países identificaram temas de interesse comum, como nanocompósitos, tecnologia fotovoltaica e sistemas de sensores nanoestruturados voltados à saúde. O diálogo deve evoluir na segunda edição do evento, marcada para 16 e 17 de maio, no Instituto para Nanotecnologia de Waterloo (WIN, na sigla em inglês), na província de Ontário, no Canadá.

O encontro entre brasileiros e canadenses ainda rendeu parceria com os EUA, por meio do Laboratório Nacional de Energia Renovável (NREL, em inglês), convidado especial do evento em São Paulo. Baseada em energias renováveis, a nova cooperação já promoveu videoconferências e deve se expandir com a realização de workshop de 20 a 21 de maio, na sede da NREL, em Denver, no estado do Colorado. Pela proximidade das datas, a mesma comitiva brasileira deve comparecer às atividades nos dois países da América do Norte.

A parceria com a segunda economia do mundo ganhou fôlego com a inauguração do Centro Brasil-China de Pesquisa e Inovação em Nanotecnologia, em agosto, no MCTI, com presença dos ministros Marco Antonio Raupp e Wan Gang. O Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), unidade do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), e o Centro Nacional de Pesquisa em Engenharia de Nanotecnologia (NERCN), da China, oficializaram a cooperação no mês seguinte.

Como primeiro passo da colaboração, brasileiros e chineses também devem organizar um workshop neste ano. A ideia é juntar conhecimento e tecnologia dos dois países em busca de soluções para problemas comuns, como meio ambiente, com materiais para despoluição, e sistema público de saúde.

Além das parcerias intercontinentais, há possibilidade de o Brasil reativar a colaboração com a vizinhança sul-americana, por meio do Centro Brasileiro-Argentino de Nanotecnologia (CBAN). Criado em 2005, o projeto busca promover a formação e a capacitação de recursos humanos e a transferência de conhecimentos científicos e tecnológicos entre os dois países.

Fonte: MCT
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