Projeto usa ozônio para tratar água em regiões de minas de urânio


A Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), a empresa Brasil Ozônio e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES/MDIC) se uniram em torno de um desafio: encontrar solução tecnológica para o tratamento de passivos ambientais resultantes das atividades de mineração.

O BNDES aprovou financiamento de R$ 9,8 milhões para projeto que testa o uso de gás ozônio para combater os efeitos da drenagem ácida de mina (DAM). A técnica consiste na aplicação da substância para oxidação dos metais pesados presentes nas águas ácidas que resultam do fenômeno.

“As regiões próximas às minas tipicamente sofrem com a DAM, consequência danosa de uma
atividade econômica importante para o Brasil, que resulta na contaminação de solos e rios”, afirma o pesquisador líder do projeto, o professor Elídio Angioletto, da Unesc. “E a aplicação de gás ozônio se apresenta como uma solução inovadora e mais eficiente para minimizar esse problema.”

O projeto de pesquisa é resultado de diversos ensaios e testes realizados em parceria com a empresa Brasil Ozônio, especializada em máquinas e equipamentos que utilizam essa tecnologia, e com as Indústrias Nucleares do Brasil (INB), empresa pública responsável pela mineração de urânio no Brasil.

“Os resultados preliminares foram animadores”, afirma o gerente da Unidade de Tratamento de Minério (UTM) da INB em Poços de Caldas (MG), Maurício de Almeida Ribeiro. O local, onde foi realizada exploração de urânio nas décadas de 80 e 90, deverá abrigar a planta-piloto para testar a tecnologia.

A INB é vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A iniciativa conta com pesquisadores de outras duas instituições ligadas à pasta: a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) e o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen).

O início do está previsto para o 1º trimestre de 2013, após a obtenção da autorização do IBAMA.

Fontes: MCT e INB
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