O DNA que fica num beijo



Em genética forense, é necessário isolar e analisar o DNA a partir de vários materiais biológicos, para comparar perfis genéticos a partir de várias amostras a fim de identificar o perfil crucial.


No entanto, a troca de DNA entre duas pessoas pode resumir-se a um natural processo: um simples beijo.

Um estudo realizado na Universidade Comenius de Bratislava, Eslováquia, envolveu 12 casais que concordaram em participar, e que se beijaram aproximadamente por 2 minutos. 

Em seguida, foram recolhidas amostras da saliva das mulheres após 5, 10, 30 e 60 minutos. 


O método baseia-se em identificar o DNA do homem na saliva da mulher, usando o cromossomo Y como ponto de detecção.

Os resultados mostraram que o DNA masculino ainda estava presente e que podia ser amplificado após 60 minutos da hora do beijo.

Este estudo poderá ser deveras importante nas aplicações das ciências forenses, uma vez que abre portas a uma nova informação acerca da possibilidade de usar a saliva como prova, ajudando a estimar o período de tempo crucial para detecção do DNA transferido após o contacto entre a vítima e o agressor. 

O que a equipe de investigação pretende, num próximo passo, é avaliar quanto tempo pode o DNA prevalece na saliva, e se também o pode caso a vítima esteja morta.


Nem tudo será aplicado às pobres vítimas de agressão sexual. 
Assim você sabe que, quando beijar o seu parceiro, estará a transmitir-lhe, também, um pouco do seu código genético.



Texto: Pedro Lino

Share:

Facebook

Sobre