RASGFR-2 o gene do alcoolismo


Um grupo de cientistas da King´s College London´s Institute of Psychiatry descobriu que o gene RASGRF-2 tem um papel crucial no controle de como o álcool estimula o cérebro para a libertação de dopamina, provocando a sensação de prazer e bem-estar. Este gene pode explicar a razão de muitos adolescentes começarem a beber com frequência desde cedo, enquanto outros não.

Inicialmente o estudo foi realizado em ratinhos submetidos à remoção do gene RASGRF-2, para ver como reagiriam.

Verificou-se não só que estes animais geneticamente modificados possuíam uma redução significativa na procura de álcool, como também se observou que quando consumiam álcool a atividade da dopamina era
reduzida.

Seguidamente analisou-se por imagem de scanner a atividade cerebral de crianças de 14 anos, observando que quando estas antecipavam uma recompensa num teste mental, as que tinham variações genéticas do referido gene tinham mais atividade cerebral em uma área do cérebro envolvida na libertação de dopamina.

Dois anos mais tarde, a equipe analisou o comportamento de beber destes rapazes, e verificaram que muitos deles já tinham começado a beber com frequência, descobrindo que os que bebiam mais aos 16 anos eram os que tinham variação do gene RASGRF-2.

“As pessoas que têm uma variação genética neste gene, haverá maior probabilidade de se tornarem frequentes consumidores de bebidas alcoólicas”, explica Gunter Schumann, líder da equipe de investigação.

Mundialmente, estima-se que 2,5 milhões de pessoas morrem todos os anos devido ao uso abusivo do álcool. Não poderemos culpar a Genética por isso, mas agora sabe-se que existe uma explicação biológica, além dos fatores sociais.

Texto: Pedro Lino
Fonte: NCBI
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