Células-tronco otimizam o cultivo de novas cartilagem para implantação no corpo humano


Células-tronco Adultas (CTA) são originadas a partir de diferentes órgãos e tecidos, fetais ou adultos. As CTA mais comuns são as células progenitoras hematopoéticas. Porém há a presença de células-tronco específicas em tecidos como fígado, tecido adiposo, sistema nervoso central, pele, etc. Atualmente essas células já são utilizadas para repor a medula óssea destruída por quimioterapia ou radioterapia contra o câncer.

Utilizar células-tronco adultas é uma boa maneira de melhorar a qualidade do cultivo de cartilagem para reparar quadris e joelhos desgastados. A nova cartilagem pode crescer em combinação com o cultivo de uma pequena quantidade de células de cartilagem e de células-tronco adultas do próprio paciente. Isto aumenta a probabilidade de um implante de cartilagem ser bem sucedido.

Esta é a descoberta da estudante de doutorado Nicole Georgi, que fez sua pesquisa na University of Twente’s MIRA Institute for Biomechanical Technology and Technical Medicine.

Mais de um milhão de pessoas na Holanda tem dores nos quadris e nos joelhos devido osteoartrite. Em muitos casos a prótese é necessária porque a cartilagem não se viabiliza facilmente. Experimentos com células de cartilagem implantada estão aumentando a uma escala limitada, já que isso envolve o cultivo de poucas células de cartilagem do paciente fora do corpo até o crescimento de um tecido, que então é recolocado no paciente para reparar os danos. Os resultados tem se apresentado assim: fora do corpo as células parecem perder suas funcionalidades e dessa forma quando recolocadas no corpo sua característica de matriz elástica é perdida.

Em seus estudos, Nicoli Georgi, examinou alternativas para melhorar a qualidade da cartilagem quando reimplantada. A pesquisadora isolou células-tronco mesenquimais da medula óssea e deixou-as crescer junto com a cartilagem. Então, ela observou que estas células-tronco adultas são boas estimuladoras para a formação da matriz cartilaginosa. A qualidade da cartilagem formada pode ser então otimizada com o crescimento das células sob uma baixa porcentagem de oxigênio. Uma vez que, no corpo humano a cartilagem está num permanente estado de baixa tensão de oxigênio não permitindo que este tecido seja perfundido.

A pesquisadora espera que será possível reparar cartilagem em uma única operação, tendo as células-tronco retiradas a partir da medula óssea combinadas com os condrócitos (células de cartilagem) e substituindo a mistura de células do corpo imediatamente. A empresa CelCoTec está realizando ensaios clínicos para provar este conceito. No entanto, necessita-se detectar o dano na cartilagem numa fase precoce para que a operação tenha sucesso, assim, uma alternativa seria a realização de testes como parte de um exame físico.

Tradução/Adaptação: Barbara Paes
Source: ScienceDaily
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