Pesquisadores da Embrapa e UFRJ desenvolvem planta com tolerância à seca


Um estudo desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pode ser a solução para os estragos causados pela estiagem nas lavouras. Pesquisadores descobriram no café o gene CAHB12, com tolerância à seca.

O gene pode ser introduzido em outras culturas que não a do grão e seu desempenho já se mostrou bem sucedido em uma planta de testes. O próximo passo será aplicá-lo à cana, ao arroz, ao trigo, à soja e ao algodão e observar o comportamento do CAHB12. Se tudo sair como esperado, a tecnologia pode estar no mercado em um período de cinco a seis anos.

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Planta faz espermatozóides se moverem mais rápido


Da mesma forma que os sensores de proteína do nariz detectam os cheiros, vários estudos têm mostrado que o esperma também tem receptores olfactivos. Estes são expressos pelo gene OR1D2, e desencadeiam processos de quimiotaxia (locomoção celular mediante um estímulo químico).

Em vários estudos foram testadas uma grande variedade de fragâncias florais, mas a que mais se destacou no comportamento dos espermatozóides foi a fragância da planta lírio-do-vale (Convallaria majalis).

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Casca de banana pode descontaminar águas poluídas com pesticida, diz pesquisa da USP


Um estudo da USP identificou que a casca de banana pode ser utilizada no tratamento de água contaminada pelos pesticidas atrazina e ametrina. Pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) fizeram testes com amostras coletadas nos rios Piracicaba e Capivari, no interior do estado de São Paulo, que comprovaram a absorção de 70% dos químicos pela casca. Embora ainda não comprovada a toxicidade desses pesticidas em seres humanos, a utilização de ametrina é proibida nos Estados Unidos por ter provocado mutação em espécies aquáticas.

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Bactéria E. coli produz biodiesel


Um grupo de  investigadores da Universidade de Exeter, com o apoio da empresa Shell, desenvolveu um método que faz a bactéria E. coli produzir biodiesel. O produto obtido é semelhante ao diesel convencional, pelo que  não necessita de ser misturado com produtos  petrolíferos,  como acontece, por exemplo, com o biodiesel das plantas oleosas.

“A produção de um  biocombustível comercial que possa ser usado sem a necessidade de modificar os veículos tem sido o nosso objectivo desde o início”, afirma John Love, Professor da Universidade de Exeter.  E acrescenta:  “Substituir o diesel convencional por um  biocombustível em  proporções comerciais seria um tremendo passo, no sentido em cumprir a meta de redução de gases de efeito de estufa em 80% até 2050”.
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Anvisa aprova redução dos limites de iodo no sal


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou hoje (16) resolução que reduz os limites de iodo adicionado no sal de consumo humano. De acordo com a agência reguladora, há indícios de que o consumo excessivo da substância possa aumentar os casos de tireoidite de Hashimoto, doença autoimune que tem entre seus principais sintomas fadiga crônica, cansaço fácil e ganho de peso.
A norma vigente fixa uma faixa entre 20 miligramas (mg) e 60 mg de iodo para cada quilo de sal. Com a nova resolução, a faixa de adição de iodo no sal permitida fica entre 15 mg e 45 mg. O tema entrou em consulta pública em 2011.
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Tomate transgênico age de maneira semelhante a proteína do HDL


Uma variedade de tomate geneticamente modificada foi desenvolvida por cientista da Universidade da Califórnia para produzir um peptídeo chamado 6F que imita a ação da proteína apoA-1, a principal proteína do HDL, o bom colesterol, que ajuda na desobstrução dos vasos sanguíneos evitando problemas de circulação e cardiovasculares.

Os animais a serem alimentados com o tomate na forma liofilizada não eram capazes de remover lipoproteína de baixa densidade (LDL) do sangue e prontamente desenvolviam inflamação e aterosclerose quando consumiam uma dieta rica em gordura.
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A profissão Cientista no Brasil

O Roda Viva do dia 25 de março recebeu a neurocientista Suzana Herculano-Houzel.

Para Suzana, o que falta no seguimento são cursos de especializações com mais qualidade e investimento. “O Brasil tem que primeiro levar a pós-graduação mais a sério. Mas a nossa graduação é extraordinária”. A pesquisadora conta que nos Estados Unidos, bem como outros países da Europa, os cursos de pós-graduação são levados muito a sério, como mais ênfases em aulas expositivas, discussões profundas e grande carga de leitura. “A aula expositiva pode ser extraordinária”, ressalta a neurocientista como críticas ao modelo aplicado no país.
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Estudo explica o risco em comer carnes vermelhas

Um estudo publicado este mês na Nature Medicine explica como o consumo de carnes vermelhas pode estar associado a doenças cardiovasculares. Tal facto não se deve apenas à carne em si e à gordura que ela contém, mas também às bactérias existentes no nosso intestino, que convertem um nutriente da carne num composto que favorece a acumulação de lípidos nas artérias.

Este estudo oferece uma nova abordagem de nutricionismo e diatética, numa perspectiva em que o conjunto de bactérias intestinais de cada individuo pode ser tão importante como os nutrientes ingeridos. As bactérias fabricam uma enorme quantidade de moléculas, podendo estas ter um efeito significativo nos processos metabólicos.
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Governo da China testa medicamento para combater o vírus H7N9


O governo da China aprovou um novo medicamento que poderá ser eficaz no combate ao vírus da gripe aviária H7N9. O novo vírus é apontado como responsável por seis mortes no Leste do país. O novo medicamento é à base de cloreto de sódio.

Segundo dados oficiais, o número de infectados pelo H7N9 chega a 18, com dois novos casos em Xangai - a cidade chinesa mais atingida até o momento. O vírus também foi identificadoi em Hangzhou e Nanjing, além de cidades no interior do país.
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Desenvolvida técnica de cultura tridimensional de células-tronco para entendimento do Alzheimer


Uma equipe de pesquisadores da New York Stem Cell Research Foundation Institute liderada por Scott Noggle, Charles Evans e Michael W. Nestor, desenvolveu uma técnica para produção de culturas tridimensionais de células-tronco pluripotentes induzidas (iPS) passíveis de fornecer imagens de células vivas e medição da sua atividade elétrica.

Como relatado no estudo ‘Stem Cell Research’, estes agregados de células permitem aos cientistas ter um modelo para o estudo de doenças tais como a doença de Alzheimer e doença de Parkinson.
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HeLa e a Bioética


Uma das linhas celulares mais conhecidas a nível mundial é designada por “HeLa”, e deve o seu nome e existência a Henrietta Lacks (1920 – 1951), uma mulher negra descendente de escravos e bastante pobre, a quem foi diagnosticado um cancro do colo do útero. Naquela altura foi retirado um conjunto de células do seu tumor para experiências científicas, sem o conhecimento de Henrietta nem o consentimento da família.

Henrietta faleceu aos 31 anos, mas os resultados dos vários experimentos com as suas células foram e continuam a ser de extrema utilidade para o avanço científico, incluindo a clonagem, os efeitos de radiação e a vacina contra a poliomielite.
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Unesp desenvolve sistema para geração de energia a partir de resíduos de frango


Resíduos de frango que seriam descartados por granjas podem ser utilizados para gerar energia elétrica por meio da produção de biogás. Um equipamento desenvolvido na Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Jaboticabal, separa os dejetos em partes líquidas e sólidas, melhorando o desempenho dos biodigestores.

"A proposta é transformar a criação de animais em sistemas sustentáveis de produção", declarou o pesquisador Airon Magno Aires, que desenvolveu o equipamento durante sua tese de doutorado em zootecnia na Unesp. Segundo Aires, o produtor de frangos de corte necessita, em média, de 26,5 quilowatt-hora de potência por cada galpão avícola.
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