Simples molécula impede ratos-toupeira de contrair cancro (câncer)

As mesmas moléculas que conferem aos ratos-toupeira sem pêlo uma pele elástica e enrugada parecem impedir que estes roedores contraiam cancro. Uma pesquisa publicada no site da revista Nature identificou uma secreção celular açucarada que impede a propagação de possíveis tumores.
Os ratos-toupeira sem pêlo (Heterocephalus glaber), que são mais estritamente relacionados com porcos-espinhos do que com ratos, são considerados aberrações da natureza. Estas criaturas míopes passam a vida nas colônias subterrâneas ao serviço de uma única rainha - H. glaber é um dos dois únicos mamíferos "eussociais" já descobertos. O roedor não sente a picada de ácidos ou a queimadura de malaguetas, e parece ser o único mamífero que não é capaz de regular a sua temperatura corporal.

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Dogma quebrado: código genético não é imutável

Investigadores da Universidade de Aveiro (Portugal) conseguiram, pela primeira vez, alterar o código genético de um ser vivo.

A equipa de investigação descobriu que o fungo patogénico "Candida albicans" utiliza um código genético diferente do dos outros seres vivos e conseguiu compreender como é que esse fungo alterou o seu código genético. A partir desse conhecimento, os investigadores da Universidade de Aveiro conseguiram, pela primeira vez, fazer a alteração artificial do código genético de um ser vivo.

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O Presente e o Futuro da Neurogenómica

A 02 de abril de 2013, o presidente Obama propôs que se pensasse no futuro, destinando 100 milhões de dólares para um programa de investigação com o objetivo de desvendar os mistérios do cérebro humano. A iniciativa BRAIN (Brain Research through Advancing Innovative Neurotechnologies) procura identificar como as células cerebrais e os circuitos neurais interagem a fim de obter informação para o desenvolvimento de futuros tratamentos para distúrbios cerebrais, incluindo a doença de Alzheimer, epilepsia e lesões cerebrais traumáticas.

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Cruzamentos e manipulação genética

Muitas das pessoas que se opõem à produção de produtos transgênicos argumentam que não se deve “contrariar a natureza”, menosprezando assim as várias técnicas biotecnológicas aplicadas na manipulação genética.

No entanto, a questão de ir “contra a natureza” é relativa e ambígua. Ao longo dos anos, desde os primórdios da agricultura, o melhoramento genético sempre foi utilizado pelo Homem, e sempre acompanhou os progressos científicos, quer para melhoramento de plantas quer de animais. Consideremos, por exemplo, o triticale e a laranja. O triticale é um cereal “produzido” pelo Homem, uma vez que “não existe na natureza”. Trata-se de um híbrido que resulta do cruzamento entre trigo (Triticum) e centeio (Secale), que apresenta o paladar do trigo e a rusticidade do centeio. Cultiva-se em mais de um milhão de hectares pelo mundo inteiro, e entra habitualmente na composição do pão integral.

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Os manifestantes estão fazendo contas

Há oito anos a população do Brasil se dedica a construção de estádios para a realização da Copa. Não se pode esperar diferente em um país que já foi chamado de uma “pátria de chuteiras”. A população do Distrito Federal, por exemplo, ainda não tem times que atraiam torcedores, mas está deslumbrada com um monumental estádio para 71 mil espectadores a custo superior a R$1,6 bilhão. Poucos, porém, fizeram as contas do que significa este custo.

A obra custou R$ 800 para cada um dos brasilienses. Considerando apenas os adultos, o custo subiria para cerca de R$ 3 mil por cada pessoa. Se considerar o dinheiro que deixou de ir para os 208 mil moradores mais necessitados, com rendimentos de até um salário mínimo mensal, o custo foi de cerca de R$ 8 mil, mais ou menos um ano de trabalho de cada um deles. Se cada brasiliense soubesse que este valor saiu do seu bolso e conhecesse seus usos alternativos, a euforia com o estádio não seria tão grande.

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Supremo Tribunal dos EUA decide que genes humanos não podem ser patenteados

Os genes humanos não podem ser patenteados porque são um produto da natureza. Esta conclusão pode parecer óbvia mas a verdade é que o debate sobre a possibilidade de patentear os genes humanos ocupou a comunidade científica durante vários anos. A discussão chegou mesmo à justiça nos EUA com uma ação que contestava a única patente deste gênero e que era detida pela célebre empresa Myriad para os testes genéticos para o risco de câncer hereditário da mama e do ovário. Nesta semana, o Supremo Tribunal dos EUA anunciou o veredito unânime: os genes humanos não podem ser patenteados.

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Cientistas descobrem nova camada da córnea humana

Cientistas da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, descobriram uma nova camada da córnea humana. A descoberta pode ajudar cirurgiões a melhorar drasticamente os resultados para os pacientes submetidos a transplantes de córnea.

A nova camada foi apelidada de Camada do Dua em homenagem ao professor Harminder Dua que a descobriu.

“Depois de identificar essa camada nova e distinta profunda no tecido da córnea, nós podemos agora aproveitar sua presença para tornar as operações mais seguras e mais simples para os pacientes. Do ponto de vista clínico, há diversas doenças que afetam a parte de trás da córnea”, afirma Duo.

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Embrapa lança nova tecnologia de melhoramento genético para plantas

Tecnologia altera apenas o gene que apresenta problemas, sem comprometer o DNA da planta. Testes serão feitos em culturas como soja, milho e tomate.

Pesquisadores da Embrapa de Brasília patentearam uma nova tecnologia de melhoramento genético que altera apenas o gene que apresenta problemas, sem comprometer o DNA da planta. Os resultados tem sido promissores. Agora, os testes serão feitos em culturas como a soja, o milho e o tomate.

Os estudos começaram em 2005, baseados em dados do genoma do café. Os pesquisadores isolaram pequenos fragmentos da sequência genética, conhecidos como promotores. Esses fragmentos são responsáveis pelo controle da manifestação de um determinado gene da planta. O objetivo é alterar apenas o gene que apresenta o problema, sem comprometer todo o DNA.

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Cientistas perto de desvendar a origem do câncer de mama

Tumor nasce a partir de mau funcionamento de células localizadas nos ductos mamários.

Uma pergunta que eternamente atormenta oncologistas e pesquisadores que investigam o câncer é como uma célula normal pode de repente começar a se multiplicar errado e dar origem a um tumor. Uma pesquisa publicada nesta quinta-feira trouxe uma nova pista nesse sentido.

Cientistas nos Estados Unidos e no Canadá descobriram que uma classe de células precursoras da mama tem as extremidades dos cromossomos (estrutura que armazena o DNA ) muito curtas. Essa ponta, conhecida como telômero, é responsável, a grosso modo, por proteger o DNA. Se ele for muito curto, deixa a célula mais propensa a sofrer mutações, o que eventualmente pode levar ao desenvolvimento do câncer.

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Biotecnologia e meio ambiente, uma associação a favor da sustentabilidade

A biotecnologia está, muitas vezes, relacionada à modificação genética de alimentos. Poucos sabem, no entanto, que essa é apenas uma das aplicações dessa ciência. No dia 5 de junho, comemorou-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. A data, criada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1972, tem como principal objetivo fomentar a adoção de práticas sustentáveis para a preservação do meio ambiente.

Você sabia que a biotecnologia já está contribuindo para essa meta e que pode fazer muito mais?
De acordo com levantamento feito pelo Water Resources Group, a agricultura é responsável por aproximadamente 71% do consumo de água em todo o planeta (o equivalente a 3,1 bilhões de m³). A adoção da biotecnologia no setor primário já está promovendo um uso mais eficiente desse recurso natural.
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Projeto visa entender autismo a partir de dentes de leite

O Projeto A Fada do Dente, desenvolvido pela bióloga Patrícia Beltrão Braga e sua equipe, em parceria com o professor Alysson Muotri, da Universidade da Califórnia, arrecada dentes de leite de crianças com autismo. Com as células da polpa do dente, a pesquisadora realiza uma reprogramação celular, transformando-as em células-tronco que são diferenciadas em neurônios. Esse processo permitiu identificar diferenças biológicas nos neurônios com autismo, estudar seu funcionamento e até mesmo testar drogas. O projeto tem como sede a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP e recebe dentes de crianças de todo Brasil.

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Universidade do México desenvolve contraceptivo oral para homens

Investigadores da Universidade Nacional Autónoma do México estão desenvolvendo um contraceptivo oral masculino. Ao contrário do comprimido feminino, não vai conter hormônios nem provocar efeitos secundários.

Um grupo de investigadores do Instituto de Biotecnologia da Universidade Nacional Autónoma do México (UNAM) desvendou, através de um estudo da composição dos espermatozóides, que dentro destes existem canais iónicos (proteínas - dentro das células - que permitem a passagem de substâncias) que albergam o cálcio e o potássio - proteínas fundamentais ao espermatozóide, que lhe permite mover-se corretamente.

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A arquitetura das flores

Emílio Mersch escreveu a frase “as flores artificiais se fabricam num dia, mas são estéreis”. Esse escritor usou essa frase para dizer algo profundo aos leitores, porém, quando se trata de biotecnologia, o contexto dela ganha um sentido muito diferente, pois, quem disse que flores fabricadas em pouco tempo são estéreis?

Os avanços da ciência oferecem inúmeras variedades de flores com diferentes cores, número de pétalas, perfume e uma grande resistência a doenças. Trata-se da biotecnologia ornamental que usando o conhecimento da biologia floral ajuda a produzir flores rapidamente e com vantagens. Primeiramente é preciso se conhecer aspectos da morfologia floral, como número de sépalas, pétalas, estames, gineceu, carpelos e posição do ovário. A flor de arabidópsis (Arabidopsis thaliana), por exemplo, é um modelo muito usado para pesquisas relacionadas na “construção” de flores.
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Argentina e Cuba anunciam primeira vacina terapêutica contra câncer do pulmão

Um grupo de investigadores argentinos e cubanos criou a primeira vacina terapêutica contra o câncer do pulmão, que prolonga a esperança de vida dos doentes, informou hoje o laboratório argentino Insud, participante no projeto.

A vacina, que resulta de 18 anos de trabalho e da colaboração de um consórcio público-privado de investigação, não previne o aparecimento do tumor, mas promove a sua destruição através da ativação do sistema imunitário do próprio organismo, adiantou o mesmo laboratório em comunicado, citado pela agência Efe.

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