Substância de coral destrói superbactéria hospitalar em testes

Uma das superbactérias mais resistentes a antibióticos, a KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemase) acaba de ganhar um novo adversário: o coral orelha-de-elefante (Phyllogorgia dilatata).

A espécie, que existe apenas na costa brasileira, é a primeira nas águas da América do Sul a apresentar capacidade de controlo desse microrganismo, encontrado em ambiente hospitalar.

Há relatos de moléculas extraídas de animais marinhos, corais e esponjas que combatem outros tipos de bactérias, mas não a KPC.


Responsáveis pelo estudo, investigadores de Ciências Genómicas e Biotecnologia da UCB (Universidade Católica de Brasília) e do Projecto Coral Vivo seleccionaram seis espécies de corais para testes.

A escolha foi feita pelas características desses animais, que sobrevivem à alta competitividade nos ambientes marinhos, possivelmente por possuírem barreiras químicas. Mas ainda não sabemos se a substância que combate a KPC é do coral ou de uma bactéria que vive associada a ele, diz o biólogo Clovis Castro, co-autor da pesquisa e coordenador do Projecto Coral Vivo, ligado ao programa Petrobras Ambiental.

Reprodução: DiarioVirtual
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