Bactéria que destrói fibras de colágeno é aposta contra celulite

Uma bactéria modificada geneticamente pode ser uma alternativa contra a celulite. De acordo com estudos, o remédio xiaflex é capaz de dissolver fibras densas de colágeno que caracterizam os “furinhos” indesejados.
Alvo de palestras em congressos de dermatologia, o remédio é vendido nos EUA para a doença de Dupuytren –condição em que fibras espessas de colágeno abaixo do tecido da mão atrapalham o movimento– e também para a doença de Peyronie –nesse caso, a droga rompe nódulos que se formam no pênis e comprometem a ereção.

Ele é feito à base da enzima colagenase, produzida por uma bactéria que teve inserido um gene humano, e que seria eficaz quando injetada na pele em quantidades maiores.

“O xiaflex seria uma opção equivalente à cirurgia mas com melhor recuperação”, explica Jardis Volpe, dermatologista que viu os primeiros resultados do estudo com o medicamento durante o Congresso da Academia Americana de Dermatologia, em Miami, no ano passado. Apesar do entusiasmo, é preciso considerar alguns efeitos não desejados. “Um deles é que a colagenase não destrói somente o colágeno fibroso [que forma a celulite] mas também o colágeno que dá firmeza à pele”, questiona Volpe.
“Ouvi muitas ponderações em relação à colagenase e é preciso ir devagar”, explica o dermatologista Davi de Lacerda. Além do estudo de segurança, de fase 1, já finalizado, outra pesquisa está em curso. Um estudo recrutou 144 mulheres com celulite nos quadris e nas nádegas, que foram divididas em quatro grupos. Três deles receberão doses diferentes de remédio e um outro grupo receberá injeção placebo (com remédio sem ação alguma).Os resultados devem ser divulgados no início do ano que vem.
Souces: Folha , CibBioSpecifics 
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